Nipepe, Niassa, 30 de Janeiro de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, inaugurou, esta sexta-feira, a Fábrica de Processamento de Grafite de Nipepe, na província de Niassa, um empreendimento estratégico que marca um novo ciclo na industrialização e na valorização dos recursos naturais em Moçambique.
Na sua intervenção, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia destacou que a nova unidade simboliza o compromisso do Governo com o aproveitamento responsável dos recursos nacionais e com a promoção do desenvolvimento sustentável.
“A concretização deste projecto reflecte uma visão orientada para a geração de valor acrescentado, para o fortalecimento da economia nacional e para o envolvimento das comunidades locais”, acrescentou.
O Presidente da República destacou que a inauguração da fábrica representa um marco na construção da independência económica do país e na afirmação de Moçambique como produtor e transformador de recursos minerais.
“Mesmo em tempos difíceis, Moçambique não abdica do seu futuro. Estamos a transformar os nossos recursos em desenvolvimento, emprego e prosperidade partilhada para o nosso povo”, afirmou o Chefe do Estado.
O Presidente realçou ainda que o empreendimento simboliza a passagem de um modelo baseado na exportação de matéria-prima bruta para uma economia orientada para a produção com valor acrescentado.
“Hoje, Nipepe e a província de Niassa entram definitivamente no mapa industrial do mundo. Esta fábrica demonstra que Moçambique está preparado para produzir, transformar e exportar com qualidade internacional”, declarou.
Avaliada em cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos, a unidade é a primeira fábrica de processamento de grafite do país e uma das maiores do continente africano, posicionando Moçambique de forma competitiva nos mercados nacional e internacional, especialmente nos sectores ligados ao armazenamento de energia, mobilidade eléctrica e tecnologias avançadas.
A fábrica integra actividades de prospecção, extracção, processamento e comercialização, reduzindo custos logísticos e assegurando maior eficiência produtiva.
Actualmente, a empresa emprega cerca de mil trabalhadores efectivos e mais de duzentos em regime temporário, prevendo-se que, na fase de expansão, venha a gerar até cinco mil postos de trabalho.
