Maputo, 16 de Janeiro de 2026 – Moçambique registou esta sexta-feira um novo marco no desenvolvimento da indústria nacional de gás natural, com o lançamento, na Coreia do Sul, do casco da unidade flutuante Coral Norte FLNG, projecto que reforça a posição do país como actor estratégico no mercado global de Gás Natural Liquefeito (GNL).
O evento representa uma etapa determinante na implementação do segundo projecto de GNL em águas ultra-profundas na Bacia do Rovuma, e ocorre após a aprovação, em Abril de 2025, do Plano de Desenvolvimento do Coral Norte FLNG, confirmando a execução consistente do calendário estabelecido para o projecto. 
Falando durante a cerimónia, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, destacou que o lançamento do casco simboliza a conclusão da construção da infraestrutura principal e o início da fase de integração dos módulos de produção e processamento.
“O lançamento do casco representa um marco de grande relevo no ciclo da implementação do projecto Coral Norte FLNG, simbolizando a conclusão da construção da infraestrutura principal da unidade flutuante e o início da fase de integração dos módulos dos sistemas de produção e processamento do Gás Natural”, afirmou o governante. 
Segundo o Ministro, este avanço traduz igualmente o compromisso do Governo em afirmar Moçambique como produtor responsável e fornecedor fiável de energia ao mercado internacional.
Para o Governo, trata-se de um passo decisivo na trajectória do país como produtor responsável de gás natural, reforçando a confiança nos parceiros e no seu papel como fornecedor fiável de energia ao mercado internacional. 
Com uma capacidade de liquefacção estimada em 3,6 milhões de toneladas por ano, o Coral Norte deverá elevar a produção total da Bacia do Rovuma para cerca de 7 milhões de toneladas anuais, reforçando substancialmente o contributo nacional para a segurança energética internacional. O projecto posicionará Moçambique como o terceiro maior produtor de GNL em África. 
O Ministro Pale sublinhou ainda o impacto esperado do projecto sobre as finanças públicas e o desenvolvimento socioeconómico, destacando o potencial para geração de receitas e criação de oportunidades para jovens moçambicanos.
“A materialização do Coral Norte FLNG vai se traduzir em Receitas Fiscais e Outros Ganhos do Governo (…) contribuindo na estabilização e equilíbrio da Balança de Pagamentos Nacional e conferindo ao Estado meios financeiros para cumprir com os programas de educação, saúde e infraestrutura públicas (…) além da criação de emprego para jovens moçambicanos”, disse. 
Para além do impacto macroeconómico, o Coral Norte FLNG deverá dinamizar a cadeia de valor através de emprego, formação técnica, transferência de conhecimento e maior participação do sector empresarial nacional. 
A entrada em operação do Coral Norte FLNG está prevista para 2028, numa conjuntura internacional marcada por maior procura de fontes energéticas seguras e diversificadas. 
