A indústria extractiva continua a desempenhar um papel fundamental na economia moçambicana, contribuindo para o crescimento do PIB, aumento das exportações e geração de receitas, apesar dos desafios internos e da volatilidade dos preços internacionais.
Segundo o Relatório Estatístico da Indústria Extractiva – 4ª edição (2025), produzido pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), o desempenho do sector em 2024 foi marcado por resultados mistos.
No grupo dos minerais metálicos, a produção de ouro fixou-se em 626 kg, registando uma redução de 2,4% face a 2023. A tantalite apresentou uma queda de 32%, enquanto a ilmenite e o rutilo cresceram 4,2% e 17,2%, respectivamente. O zircão também registou um decréscimo de 13,2%.
Nos minerais não metálicos, a grafite e a bentonite tiveram reduções acentuadas, influenciadas pelos impactos do Ciclone Filipo. Já nos materiais de construção, a areia cresceu 14,7%, enquanto a pedra para construção reduziu 8,1%. O granito em blocos destacou-se com um aumento de 17,5%.
As pedras preciosas e semipreciosas registaram desempenho positivo, com destaque para o topázio e outras gemas com crescimentos expressivos, apesar da influência do mercado internacional.
No grupo dos minerais combustíveis, o carvão coque e o carvão térmico cresceram 6,4% e 11,2%, respectivamente, demonstrando a recuperação da capacidade produtiva.
O relatório conclui que, apesar dos desafios, a indústria extractiva continua resiliente e mantém-se como um dos principais motores da economia nacional.
