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FAGENA 2026 aposta na industrialização e retenção do valor das gemas em Moçambique

Arrancou esta quinta-feira, 21 de Outubro, em Nacala-Porto, província de Nampula, a 8.ª edição da Feira Anual de Gemas de Nacala (FAGENA), integrada na Conferência de Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), que decorre de 19 a 24 de Outubro.

O evento visa responder à necessidade de processar a matéria-prima mineral dentro do país, travando a fuga de valor económico. O processamento vai traduzir-se em mais indústrias, mais emprego, sobretudo para os jovens, maiores rendimentos para os mineradores, e mais receitas para o Estado.

Falando na abertura, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, disse que a exportação em bruto priva o país de benefícios decisivos. “O valor que se acrescenta na lapidação, na certificação, na joalharia e na comercialização acaba por ser capturado fora das nossas fronteiras, e pretendemos mudar esse cenário”, afirmou o governante, sublinhando o impacto positivo da medida.

Com esta iniciativa, o Governo pretende ainda formalizar o negócio dos recursos geológico-mineiros, assegurar a devida tributação e promover práticas sustentáveis na mineração artesanal.

A FAGENA 2026 serve como um ponto de convergência entre mineradores artesanais, investidores, académicos e reguladores. Para além da demonstração de tecnologias de prospecção, equipamentos de segurança e leilões de rubis e minerais apreendidos, o programa inclui painéis de debate científico. Em discussão estão temas prementes como o licenciamento mineiro, o Processo Kimberley, a sustentabilidade ambiental e a partilha da experiência do Quénia na integração dos pequenos mineradores. Do encontro, esperam-se recomendações concretas para fortalecer a rastreabilidade das gemas e consolidar parcerias comerciais sustentáveis.